Piotr Ilitch Tchaikovsky
Acto I
No castelo realiza-se com toda a pompa o aniversário do príncipe Siegfried. A rainha oferece ao filho como presente um baile e pede-lhe que, no dia seguinte, escolha uma esposa entre as convidadas da festa. Quando os convidados saem do castelo, um grupo de cisnes brancos passa perto do local. Enfeitiçado pela beleza das aves, o príncipe decide caçá-las.
Acto II
O lago do bosque e as suas margens pertencem ao reino do mago Rothbart, que domina a princesa Odette e todo o seu séquito sob a forma de uma ave de rapina. Rothbart transformou Odette e as suas donzelas em cisnes, e só à noite lhes permite recuperarem a aparência humana. A princesa só poderá ser libertada por um homem que a ame. Siegfried, louco de paixão pela princesa dos cisnes, jura que será ele a quebrar o feitiço do mago.
Acto III
Na corte da Rainha aparece um nobre cavalheiro e sua filha. O príncipe julga reconhecer na filha do cavalheiro a sua amada Odette, mas, na realidade, os dois personagens são o mago Rothbart e sua filha, Odile. A dança com o cisne negro decide a sorte do príncipe e da sua amada Odette: enfeitiçado por Odile, Siegfried proclama que escolheu Odile como sua futura esposa, quebrando assim o juramento feito a Odette.
Acto IV
Os cisnes brancos tentam em vão consolar a sua princesa. Odette, destroçada pela decisão do príncipe, aceita a sua má sorte. Nesse momento surge o príncipe Siegfried que explica à donzela como o mago Rothbart e a feiticeira Odile o enganaram. Odette perdoa o príncipe e os dois renovam os votos de amor um pelo outro. Nesse momento aparece o mago Rothbart que tenta matar Odette.O príncipe corta as asas de Rothbart fazendo com que ele perca seus poderes. O bruxo, vendo que perdera a batalha, atrai-os para as águas do lago, onde eles se afogam e morrem juntos.
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Piotr Ilitch Tchaikovsky - O Lago dos Cisnes
Adolphe Charles Adam - Giselle
O bailado Giselle, obra-prima e arquétipo dos “bailados brancos”, foi criado em 1841 para a Ópera de Paris e apresentado em cena a 28 de Junho do mesmo ano no Teatro da Academia Real de Música.
A obra marca o apogeu da nova estética romântica que agitava o mundo intelectual e artístico no princípio do séc. XX. Criado em tempo recorde (dois meses) foi alvo de grandes atenções por parte de muitos artistas: Théophile Gautier, escritor, critico de arte e cronista de bailado, Jules-Henri Vernoy de Saint-Georges, reputado dramaturgo pelos seus vaudevilles, Adolphe Adam, compositor de música para bailado e ópera, o coreógrafo Jean Coralli, ajudado na sombra por Jules Perrot, Pierre Cicéri, o desenhador de cenários especialista em florestas fantásticas e o figurinista Paul Lomier. Por fim, Carlotta Grisi e Lucien Petipa deram vida a esta nova criação com as suas interpretações de excepção.
A história tem lugar numa pequena aldeia do Reno frente à casa de Giselle em tempo de vindimas. Albrecht, Duque da Silésia adopta o nome de Loys e disfarça-se de aldeão para assim poder cortejar a bela Giselle.
Albrecht sonha com uma vida feliz, livre e emancipada das convenções sociais, sonho que não pode ver realizado junto da sua noiva altiva e nobre Bathilde. Entretanto Hilarion, o seu guarda de caça, igualmente apaixonado por Giselle descobre a verdadeira identidade do príncipe e denuncia-o.
Giselle que acaba de descobrir a existência de Bathilde, não resiste ao duro choque e enlouquece acabando por morrer.
O segundo acto desenrola-se no cemitério de uma floresta durante a noite. As Wilis, fantasmas das jovens noivas mortas antes do seu casamento, expulsam qualquer presença masculina no seu reino. Giselle é iniciada neste ritual de morte por Myrtha, rainha das Wilis. A sua primeira vítima é Hilarion e a segunda será Albrect que acaba por ser salvo pela força do amor de Giselle.
A história do bailado Giselle responde na perfeição ao gosto da época pelo fantástico, pelo irreal e pelas emoções fortes, que caracterizam a sociedade pós-revolucionária.
A oposição entre o universo realista, terrestre, e um mundo onírico, povoado de espíritos femininos, estruturam todo o bailado. Aqui só as mulheres sofrem a metamorfose em seres alados e misteriosos, portadores de um magnetismo inquietante.
Giselle conheceu desde logo um enorme sucesso tendo sido na segunda metade do séc. XX integrado no reportório das grandes companhias internacionais, permitindo assim uma nova leitura por parte de coreógrafos contemporâneos. Giselle contribuiu indubitavelmente para a afirmação no séc. XX da anatomia artística dos “bailados brancos”, dotando-os do seu próprio espaço imaginário e coreográfico, graças ao potencial aberto pelo romantismo e pelo desenvolvimento das técnicas cénicas.
Piotr Ilitch Tchaikovsky - Quebra - Nozes (Ballet)
Piotr Ilitch Tchaikovsky
A história tem lugar na Alemanha, na casa do respeitável juiz Stahlbaum, no Natal. O casal e os seus filhos – Clara, Luísa e Fritz - recebem a visita dos seus familiares, entre eles o velho Drosselmayer, um solteirão excêntrico e amante da magia. Este traz a Clara um presente muito especial: um quebra-nozes de madeira. Fascinada com seu novo brinquedo, a menina dorme abraçada a ele. A meio da noite, Clara desperta: os brinquedos ganham vida e ela é perseguida por um exército de ratos. Desencadeia-se uma batalha entre os ratos e os soldados, liderados pelo Quebra-Nozes. Depois, a menina, o brinquedo e Drosselmayer empreendem a busca do Rei dos ratos ao País das Neves e outros lugares mágicos, onde vivem extraordinárias aventuras.
O Quebra-Nozes é, assim, uma fábula que fala da saudade perpétua pela infância perdida e do contraste entre a realidade do mundo dos adultos e o mundo dos sonhos das crianças. Graças ao seu colorido e à inesquecível música de Tchaikovsky, O Quebra-Nozes converteu-se num dos bailados mais representados do mundo.