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Richard Strauss - Salomé



Sinopse da ópera

Um terraço no palácio de Herodes II Antipas, com vista para o Mar da Galiléia

Estamos na Palestina ocupada pelos romanos, por volta do ano 27. A situação política e religiosa é confusa: os romanos dividiram a província em quatro zonas de ocupação, cada uma encabeçada por um tetrarca sob controle direto de Roma para facilitar a administração e tornar mais difícil qualquer possibilidade de sublevação. Herodes Antipas é um desses tetrarcas. As seitas judaicas disputam interminavelmente entre si, unidas apenas pelo ódio comum aos romanos (com exceção apenas dos saduceus, os únicos que colaboravam ativamente com os romanos). Um profeta chamado Iokanaan (mais conhecido pelos cristãos pelo nome de São João Batista) acaba de fundar uma nova seita, proclamando que "o fim está próximo" e a destruição de Israel é emimente (a profecia se cumpriria no ano 70, quando os romanos evacuaram Jerusalém e destruiram o Templo). Um dos discípulos de Iokanaan, o rabino Yeoshua ben Yosef, que fora batizado pelo profeta no rio Jordão, mais tarde se tornaria mundialmente famoso pelo nome de Jesus Cristo. Logo após este batismo, porém, Iokanaan caiu na desgraça do tetrarca por denunciar a corrupção reinante nos altos escalões do governo e a imoralidade na corte. Herodes mandou encarcerar Iokanaan, enquanto Yeoshua assumiu a continuidade do movimento.

Ao erguer-se a cortina, estamos numa festa no palácio de Herodes, à luz da lua e das tochas ardentes. Iokanaan jaz encarcerado no porão do mesmo palácio. "Quão linda está a princesa Salomé esta noite!" exclama Narraboth, o chefe da guarda, inteiramente enfeitiçado. Um pagem o adverte, porém, do mau caráter da princesa, mas em vão. Ouve-se a voz de Iokanaan, denunciando a barbaridade de Herodes e de sua corte. Movida pela curiosidade, Salomé quer vê-lo. Os soldados se recusam a trazê-lo, já que Herodes o proibiu. Salomé promete a Narraboth que se ele permitir que ela veja o profeta, ela permitirá que ele a veja tomar banho na manhã seguinte. Narraboth manda trazer o profeta. João Batista sobe as escadas bem devagar para dar tempo a Richard Strauss de compor um poderoso intermezzo.

Salomé está inteiramente seduzida pela visão do jovem profeta, que ela considera extremamente sexy. Ele, porém, a repele desgostoso, e recomenda que ela vá procurar um dos seus discípulos, chamado Yeoshua, que agora mesmo está pregando às margens do rio Jordão, o único que pode purificá-la dos seus pecados. "Deixa-me beijar-te", insiste Salomé. "Não!" replica Iokanaan, que é mandado de volta para a cisterna. Enquanto isso, Narraboth, ao ver o resultado desastroso de sua ação, pratica hara-kiri.

Herodes aparece, acompanhado da rainha Herodíades. Esta se desgosta pela maneira como Herodes olha para sua filha. Herodíades pede ao tetrarca que mande executar o profeta: ela já não agüenta mais os insultos e denúncias deste à administração corrupta. Herodes sabe, porém, que esse é um passo politicamente arriscado: Iokanaan é visto como um grande profeta e é estimado pelo povo. Para se desviar um pouco desses assuntos de política e religião que o estão enfastiando tanto, e para animar um pouco a festa, Herodes pede à filha de sua esposa que dance. Salomé responde que não está com vontade de dançar. Herodes insiste, prometendo dar a ela qualquer coisa que ela peça se ela dançar. Chegamos então ao ponto culminante da partitura: a famosa Dança dos Sete Véus. Ao terminar a dança, o tetrarca fica estarrecido com o pedido de Salomé: ela quer a cabeça de São João Batista, numa bandeja de prata. Ele tenta negociar: a maior esmeralda do mundo, metade do seu reino - qualquer coisa, menos isso! - mas ela está decidida: "Quero a cabeça de Iokanaan!" Derrotado, o tetrarca manda que cortem a cabeça do profeta, a qual é entregue a ela numa bandeja de prata, como ela havia pedido. Ela beija na boca a cabeça decepada, num delírio de sexualidade histérica e doentia. Revoltado com tanta devassidão, Herodes manda matá-la.

"Wikipédia"

Giacomo Puccini - La Bohème




Giacomo Puccini


Ato I

Em Paris, véspera de Natal, no sótão.

Marcello, um pintor que, aparentemente, não vende muitos quadros, pinta uma Passagem no Mar Vermelho; seu companheiro Rodolfo escreve um drama. Os dois tiritam de frio e estão com muita fome. O fogo na lareira está quase se apagando por falta de combustível. Marcello oferece sacrificar o "Mar Vermelho"; Rodolfo responde que faria muita fumaça, é melhor sacrificar o drama que ele está escrevendo, o que é feito incontinenti. Aparentemente, salvar-se de morrer de frio é mais importante que preservar suas obras para a posteridade. O fogo, porém, dura pouco. Chega Colline, que não conseguiu penhorar seus livros. Chega Schaunard, trazendo comida, vinho, lenha e cigarros, o que alegra os rapazes. Estão festejando ruidosamente, quando chega Benoît, o proprietário da cortelha onde moram; vem cobrar o aluguel atrasado. Eles o convidam para entrar, fazem-no sentar, oferecem-lhe um pouco de vinho. Marcello elogia o bom gosto do ancião, contando que outro dia o viu de braços dados com uma bela mulher. A conversa resvala então para um assunto predileto dos rapazes, e aparentemente também do ancião: mulheres. Perguntam a ele que tipo de mulher ele prefere. Ele responde que prefere as mais robustas, já que as magras tendem a ser neuróticas e aborrecidas "como por exemplo… minha mulher!" Ao ouvirem isso, os rapazes se levantam num ímpeto, fazendo pose de indignação moral: "O que? Então o sr. é casado? E anda fazendo essas coisas?" Expulsam o velho da mansarda, dizendo que ele "corrompe e polui o nosso lar respeitável." Após rirem bastante, Schaunard propõe que saiam para festejar no Café Momus. Rodolfo diz que precisa ficar para terminar o artigo que está escrevendo para o jornal proletário "Castor"; promete segui-los dentro de alguns minutos.

Sozinho, ele se senta para escrever, quando ouve baterem timidamente à porta. Pergunta quem é, uma voz feminina emite duas notas do lado de fora. Rodolfo abre e vê uma jovem pálida e de aspecto doentio, mas extremamente bela, tendo nas mãos uma vela apagada e uma chave. Ofegante devido ao esforço de subir as escadas, ela pede a ele, por favor, se teria fogo para reacender sua vela. Rodolfo insiste para que ela entre e sente-se um momento; ela desmaia sobre a cadeira, deixando cair a vela e a chave. Rodolfo asperge um pouco de água sobre o rosto da garota, ela volta a si. Rodolfo faz com que ela se sente junto ao fogo e oferece-lhe um pouco de vinho. Levantando-se, ela acende a vela, agradece, diz boa noite e sai. Ao cruzar o limiar da porta, ela se dá conta de que perdeu a chave do quarto onde mora. O vento apaga as duas velas, a dela e a de Rodolfo. Os dois reentram para procurar a chave no quarto semi-escuro, iluminado apenas pela lareira e pela luz da lua. No meio da escuridão, suas mãos se encontram, e é então que um lá bemol na clarineta-baixo dá o sinal a Rodolfo que é a hora de cantar Che gelida manina. Esta ária também começa com um lá bemol, isto não passa de um truque para que ele comece a ária com afinação perfeita. Rodolfo se apresenta e diz que é um poeta. Mimì responde com sua primeira ária, Mi chiamano Mimì. Me chamam de Mimì, mas meu nome é Lucia. Gosto daquelas coisas que se chamam de poesia. O ato conclui com o dueto de amor O soave fanciulla.

Ato II

O Quartier Latin e o Café Momus.

No Quartier Latin, um bairro boêmio de Paris, há muita agitação: tocam música alegre, cantam, dançam, se divertem. Rodolfo chega com Mimì e apresenta sua nova companheira aos amigos: "Eu sou o poeta, ela é a poesia." Musetta, antiga companheira de Marcello, chega acompanhada de outro homem, Alcindoro, mais velho e mais endinheirado que Marcello. Ao ver Marcello, porém, ela fica excitada, inquieta, como se algum bicho a tivesse mordido. Quebra um prato, reclama do serviço. Sobe na mesa e canta uma valsa, cujo objetivo óbvio é seduzir Marcello. De repente, ela solta um grito, dizendo que seu sapato a está machucando. Alcindoro sai para comprar um novo par para ela, ela cai nos braços de Marcello. Entre os amigos falidos, porém, ninguém tem dinheiro para pagar a conta. Musetta diz ao garçom que Alcindoro vai pagar. Marcello e Colline a carregam nos ombros e eles saem, rindo. Quando Alcindoro chega, apresentam-lhe a conta.

Ato III

A Barreira do Inferno (bairro na periferia de Paris).

Manhã de inverno. A neve cai profusamente. Vê-se uma praça cheia de árvores, um cabaré, e o portão da alfândega. Varredores de rua cantarolam enquanto trabalham, ouvem-se vozes, gritos e risos vindos de dentro do cabaré. Chega Mimì, pálida e tossindo, e pergunta a um sargento onde é o cabaré onde mora e trabalha o pintor Marcello; ele lhe aponta. Ouve-se a voz de Musetta cantando lá dentro. Uma garçonete sai do cabaré, e Mimì pede a ela que diga ao pintor Marcello que Mimì quer falar com ele. Marcello sai, Mimì explica a ele que o relacionamento entre ela e Rodolfo está indo por água abaixo. Na noite anterior, ele fugiu de casa dizendo, "está tudo acabado entre nós." Eles vêm tendo atritos constantes ultimamente, cuja razão subjacente, que Mimì ignora, e que talvez não seja clara nem mesmo ao próprio Rodolfo, é o sentimento de culpa de Rodolfo, por saber que Mimì está condenada, e ele não pode fazer nada por ela. Rodolfo sai da taverna, Mimì se esconde atrás de uma árvore. Na conversa com Marcello, Rodolfo confirma mais ou menos o que disse Mimì. Mimì tosse, denunciando sua presença. Mimì e Rodolfo agora cantam um dueto de amor, que é também uma despedida: Ci lascierem alla stagion dei fior. Os dois resolvem se separar amigavelmente. O dueto entre Mimì e Rodolfo se transforma num quarteto, quando vêm juntar-se as vozes de Musetta e Marcello, que estão tendo uma briga: Musetta flerta com todos os homens, para grande desagrado de Marcello.

Ato IV

Novamente no sótão, como no primeiro Ato.

Marcello e Rodolfo estão juntos de novo na mesma mansarda, Marcello pintando um quadro, Rodolfo escrevendo. Mas nem Marcello conseguiu esquecer Musetta, nem Rodolfo esquecer Mimì. Eles cantam um dueto, cada um recordando a respectiva amante. Chegam Schaunard e Colline trazendo comida. Os homens comem, bebem, cantam, dançam, brincam de luta, riem e se divertem. A brincadeira descontraída entre os machos é subitamente interrompida por um acorde lúgubre na orquestra: batem à porta. É Musetta: "Mimì vem vindo atrás de mim. Ela está muito mal." Mimì entra, quase sem fôlego após subir as escadas. Fazem com que ela se deite na cama. Mimì pergunta a Rodolfo se ele quer sua presença, ele responde que sim. Musetta conta que Mimì abandonou um rico visconde, para ir morrer no lugar onde ela encontrou o verdadeiro amor. Mimì diz que sente frio. Musetta oferece vender suas jóias, Colline seu casaco para conseguirem dinheiro para pagar um médico (Vecchia zimarra senti). Saem todos e deixam Mimì a sós com Rodolfo. Ela diz que fingia estar dormindo, porque queria estar a sós com ele. Eles cantam um último dueto de amor - de amor e de morte. Mimì pergunta se ela ainda é bela. "Bela como uma aurora," responde Rodolfo. "Bela como um crepúsculo, é isto que quiseste dizer," ela arremata. Eles relembram o primeiro encontro. Ela, com senso de humor, o recrimina pelo truque baixo que ele usou, escondendo a chave; "eu ajudava o destino," ele responde. Ouve-se de novo a melodia de Che gelida manina. Chegam Marcello, Musetta, Colline, Schaunard, trazendo uma manta nova que compraram para ela para aquecê-la melhor. Mimì sorri: "que bom, amor, estar sempre contigo, quentinha, e dormir." Um acorde lúgubre mas delicado na orquestra nos avisa que Mimì morreu (Puccini chegou a desenhar uma caveira neste ponto no manuscrito original da partitura). Musetta protege a chama da única vela que ilumina o quarto: Qui ci vuole un riparo perché la fiamma sventola, e faz uma prece à Virgem: Madona bendita, concede a graça a esta pobrezinha para que ela não morra. Madona Santa, eu sou indigna de perdão, enquanto Mimì é um anjo do céu. A ópera termina com Rodolfo gritando Mimì! Mimì!, repetindo a mesma nota (sol sustenido), enquanto soluça e chora convulsivamente, e tudo morre num acorde de dó sustenido menor.

"Wikipédia"

Ludwig van Beethoven - Fidelio

Sinopse da ópera

Ato I

Pátio do presídio, Marzelline, filha do carcereiro-chefe Rocco, engoma à porta da casa de seu pai, enquanto sonha com a felicidade de viver junto do homem que ama. Chega Jaquino, porteiro da prisão, que aproveita o seu encontro a sós com a moça para a cortejar. Porém, Marzelline não presta o menor interesse às suas intenções amorosas: apesar de estar prometida a Jaquino, ama na verdade Fidelio, um jovem, que é há pouco tempo ajudante de Rocco. Entra em cena Rocco, seguido de Fidelio, que carrega as correntes consertadas pelo ferreiro. Fidelio é, na verdade, a jovem mulher do nobre espanhol Florestan. Sob a aparência masculina, Leonore infiltrou-se na prisão para investigar se o seu marido desaparecido, está escondido na prisão. Florestan poderá ter sido preso injustamente pelo seu inimigo, Don Pizarro, governador da prisão. Dadas as circunstancias, Leonore, que também aos olhos de Rocco é preferível a Jaquino, como futuro marido de Marzelline, vê-se obrigada a aceitar o afeto da filha do carcereiro-chefe para não levantar suspeitas sobre sua identidade. Num quarteto, os quatro personagens expressam os seus diferentes sentimentos: Marzelline e Rocco, manifestam o seu desejo de um futuro casamento entre a jovem e Fidelio; Leonore declara a sua angústia pelo marido e a sua preocupação perante a paixão que despertou em Marzelline, Jaquino, por sua vez, apercebe-se que o coração da sua namorada se encontra cada vez mais longe de si, e sai de cena. Rocco revela a Marzelline e a Fidelio o seu desejo de um rápido casamento entre ambos e, de seguida, declara a sua fé, na importância do dinheiro como elemento de estabilidade num casal. Mas Fidelio acrescenta uma circunstancia que será igualmente vital para a sua própria felicidade: que Rocco permita que o ajude nas suas tarefas mais árduas, pois tem a secreta esperança de poder entrar nas masmorras, onde tem esperança de encontra o seu marido ainda vivo lá. O carcereiro-chefe fala-lhe então de um prisioneiro desconhecido que, por ordem do governador da prisão, está sendo alimentado somente com pão e água. Leonore, angustiada perante a possibilidade de que o torturado seja o seu marido desaparecido, insiste no seu pedido e convence, finalmente, o carcereiro-chefe a pedir permissão ao governador para poder o acompanhar nas masmorras.

Uma marcha anuncia a entrada de Pizarro. Os guardas abrem a porta ao governador que surge em cena acompanhado por vários oficiais. À sua chegada, Pizarro recebe a notícia da intenção do ministro de investigar a situação dos prisioneiros do Estado presos na Fortaleza, perante os rumores da sua repressão em condições desumanas. Alarmado pela futura descoberta de sua crueldade para com os prisioneiros, o governado ordena a um oficial que quando avistar o ministro chegar que toque na trombeta com um sinal. Em seguida, paga a Rocco para que ele cave uma fossa na cisterna para Florestan, a quem, para além disso, terá que assassiná-lo. Contudo, o carcereiro-chefe nega-se a fazer o papel de carrasco. Perante a recusa do seu empregado, Pizarro lhe comunica a sua intenção de se disfarçar e ele próprio assassinar Florestan. Ambos homens abandonam a cena e entra Leonore, que amaldiçoa com raiva o cruel e tirano governador e, em seguida, sai para o jardim. Surge Marzelline seguida de Jaquino, que se queixa ao carcereiro-chefe das evasivas de sua filha. Chega então Leonore, que pede a Rocco que permita que os prisioneiros saiam para o jardim, para tomar um banho de sol, aproveitando a ausência do governador. O carcereiro-chefe decide atender o pedido de seu genro: Lenore e Jaquino abrem as portas das celas e, lentamente, surgem o pobres presioneiros, que expressam a sua felicidade e agradecimento pelo favor que foi lhes concedido. Após o coro dos prisioneiros, Rocco comunica a Leonore que lhe foi concedido a permissão para que Leonore o acompanhe nas masmorras para ajudá-lo, assim como o seu concentimento para que possa celebrar o seu casamento com Marzelline. Finalmente, acrescenta que Leonore o há de acompanhar à cisterna para que o ajude a cavar a cova do prisioneiro desconhecido, que vai ser assassinado pelo próprio Pizarro. Leonore, visivelmente aflita, aceita a tarefa de modo a aproximar-se daquele que poderá o seu marido. Entram subitamente Marzelline e Jaquino. A moça avisa ao seu pai de que o governador ficou com muita raiva ao tomar conhecimento de que os prisioneiros foram libertados da prisão para o jardim. Surge Pizarro, enfurecido, e acompanhado por vários oficiais e guardas, a quem Rocco consegue acalmar, explicando-lhe que tal favor se deve ao fato de, neste dia, se celebrar o aniversário do rei. Os presos voltam, desolados, para suas celas e Pizarro ordena ao carcereiro-chefe que cumpra imediatamente a tarefa que o mandou fazer.

Ato II

Numa masmorra subterrânea e sombria. Florestan, preso, lamenta o seu amargo destino. Num momento de delírio pensa ver a sua esposa em forma de anjo que o conduz ao descanso eterno. Depois, desolado e esgotado, deita-se sobre um banco de pedra com o rosto entre as mãos. Rocco e Leonore descem com as ferramentas para cavar a cova. Quando chegam a cisterna, encontram o condenado à morte, aparentemente imóvel. Apesar de suas tentativas, Leonore não consegue reconhecer o rosto de seu marido e então decide ajudar Rocco a cavar a cova. Num momento de descanso, Leonore consegue ver o rosto de Florestan, que se reanima por breves instantes. O preso pergunta a Rocco, quem é o governador da prisão, Rocco lhe diz que se trata de Don Pizarro. Florestan pede-lhe que procure por Leonore em sevilha, mas Rocco afirma que não pode lhe conceder o seu desejo, pois seria sua perdição, limitando-se a oferecer-lhe um pouco de vinho. Depois, Leonore oferece com emoção um pedaço de pão ao seu marido, que o consome com rapidez. Florestan, profundamente comovido, agradece aos seus carcereiros as suas amostras de solidariedade. Chega em seguida o cruel Don Pizarro, que oculto por uma capa, está disposto para concluir seu propósito. O governador anuncia a Florestan que o vai matar para se vingar dele, que um dia o tentou derrubar, tirando um punhal. Mas, no momento em que vai meter-lhe o punhal, Leonore interpõe-se e revela, perante os três homens surpreendidos, qual é a sua verdadeira identidade. Soa nesse momento a trompeta que avisa a eminente chegada do ministro de Sevilha. Leonore e Florestan abraçam-se apaixonadamente perante a admiração do malvado Don Pizarro. Surge então Jaquino, acompanhado por vários oficiais e soldados, comunicando a chegada do ministro. O criminoso governador, enfurecido e desesperado perante o seu previsível destino, abandona a cena.

No pátio de armas da prisão. Os prisioneiros e os parentes do presos recebem com alegria o ministro Don Fernando que anuncia, por ordem do rei, a imediata libertação dos presos políticos. Aparecem, procedentes da cisterna: Rocco, Florestan e Leonore. O carcereiro-chefe reclama justiça para o casal. Don Fernando reconhece o réu, que é o seu amigo Florestan e que pensava estar morto. Rocco dá então a conhecer ao ministro a proeza de Leonore – para visível surpresa de Marzelline – revelando-lhe como o cruel Pizarro queria tirar a vida de Florestan. Don Fernando ordena de imediato a prisão do cruel governador e pede a Leonore que liberte o seu marido das suas injustas correntes. Todos os presentes exaltam o amor e a coragem da mulher, que conseguiu com a sua resolução o triunfo final da justiça.

"Wikipédia"

Gioachino Rossini - La Cenerentola

Wolfgang Amadeus Mozart - A Flauta Mágica



Wolfgang Amadeus Mozart

Ato I

O príncipe Tamino entra num bosque para fugir da perseguição de uma serpente monstruosa. Cai de cansaço e é salvo por três damas da Rainha da Noite. As mulheres ficam maravilhadas com a sua beleza e correm a dar a novidade à sua senhora, a Rainha da Noite. Enquanto isso, Papageno, um caçador de pássaros e servo da Rainha, entra em cena. Ele mente, dizendo que matou a serpente. As damas, ao voltarem, castigaram o mentiroso colocando na boca um espécie de cadeado.

As damas mostram um retrato da filha da Rainha da Noite para Tamino que, ao vê-la, fica apaixonado. Depois da ária de Tamino onde ele demonstra toda sua paixão por Pamina, chega a própria Rainha da Noite, que, comovida pelas palavras de amor do príncipe, revela o sequestro de Pamina por Sarastro, rei e sacerdote de Ísis, prometendo ao jovem a mão da donzela se ele conseguir resgatá-la com segurança do Templo do rei. Tamino aceita o desafio. Em troca, as três damas entregam a ele uma oferta da rainha: uma flauta mágica em ouro, que é capaz de mudar o estado de espírito dos seres vivos que a escutam. Papageno, que irá acompanhar o príncipe em sua jornada, ganha um carrilhão mágico, também com poderes extraordinários.

Mais adiante, descobrimos que Pamina está numa sala guardada por Monostatos, escravo mouro do palácio de Sarastro que tenta seduzi-la. Nesse momento, chega Papageno e, ao vê-lo, o escravo sai a gritar com medo do seu aspecto. O caçador de pássaros diz à jovem que Tamino está a caminho para resgatá-la.

Enquanto isso, Taminos entra no Templo da Sabedoria e se depara com um sábio orador, que lhe revela o bom caráter de Sarastro e lhe aconselha a desconfiar dos atos obscuros da Rainha da Noite. Ao ouvir a notícia de que sua amada ainda está viva, Tamino toca sua flauta, que é prontamente respondida por Papageno, que toca sua flauta-de-pã. O príncipe procura seguir o som longíquo vindo do instrumento de Papageno, porém Monostatos acaba encontrando caçador de pássaros e Pamina antes. Para escapar do mouro e seus escravos, Papageno toca o carrilhão mágico, enfeitiçando seus perseguidores e possibilitando sua fuga ao lado de Pamina.

Aparece Sarastro e Pamina lhe diz que a sua tristeza se deve ao assédio de Monostatos, razão pela qual este será castigado por Sarastro. Tamino e Pamina se encontram pela primeira vez, mas antes que o casal possa se unir o rei pede que Tamino e seu acompanhante, Papageno, sejam preparados para serem iniciados nos mistérios da sabedoria e se juntar à fraternidade do templo.

Ato II

Num bosque de palmeiras, Tamino e Papageno reúnem-se para serem iniciados pelos sacerdotes na presença do rei. Uma das provas a que ambos são submetidos é a de ficar em silêncio. Durante a prova, ambos passam por diversas tentações, que tem por objetivo desviá-los do caminho da virtude. Enquanto Tamino tem persistência para se manter calado, Papageno é facilmente distraído pelas três damas da Rainha da Noite, que aparecem para atormentar os dois e fazê-los quebrarem seu juramento.

Pamina está num jardim. Aparece a Rainha da Noite, informando-a que o seu amado se aliou com o inimigo. A jovem percebe que é o coração de sua mãe que destila maldade e ódio. Esta dá um punhal à filha, exigindo-lhe que mate Sarastro sob pena de ser rechaçada para sempre por ela. Pamina fica horrorizada. Nesse momento, aparece Monostatos que ouviu toda a conversa e tenta fazer chantagem. Não obstante, o diálogo também tinha sido escutado pelo rei que manda prender o escravo e pede a Pamina paciência e compreensão, tranquilizando-a.

Tamino e Papageno entram no templo, calados. Aparecem os três gênios que lhes restituem a flauta e o carrilhão e pedem-lhes que sigam em silêncio. Ao tocar a flauta aparece Pamina que, ao não obter nenhum tipo de resposta tanto de Tamino quanto de Papageno, acredita ter sido rejeitada pelo amado e deixa-se dominar pela dor. Os sacerdotes conduzem os iniciados ao interior do templo onde ambos decidem seguir em frente com a sua iniciação.

No jardim, Papageno recebe a visita de uma anciã, que pede para se casar com ele. Este, com medo de ficar só, aceita. Nesse momento, a anciã transforma-se numa linda jovem: Papagena. Entretanto, o sacerdote do templo tira-lha, porque primeiro terá de merecê-la.

Pamina está à beira da loucura e a ponto de se suicidar com o punhal que a mãe lhe deu. Os três gênios intervêm e convencem-na a não o fazer e procurar o seu amado. Quando o encontra, ele está a preparar-se para as provas de água e fogo que terá de concluir. Pamina, loucamente enamorada, pede permissão para acompanhá-lo. Ambos conseguem passar com sucesso por essas provas e são admitidos no Templo da Sabedoria por toda sua fraternidade.

Papageno está desesperado, perdeu a sua amada e teme ficar sozinho. Quando está determinado a suicidar-se, aparecem os três gênios e aconselham-no a usar o carrilhão. Ao tocá-lo surge Papagena. Ambos declaram o seu amor.

A Rainha da Noite, que se juntou a Monostatos, tenta dar o golpe definitivo contra os sacerdotes, mas são vencidos no último momento e lançados à noite eterna (Quinteto: Nur stille stille) O coro entoa louvores a Ísis e Osíres, dando glória aos iniciados (Pamina e Tamino), em um final simbólico, demonstrando a fraternidade que todo ser humano deve demonstrar com os seus e a celebração da coragem, virtude, sabedoria e o amor.

"Wikipédia"

Wolfgang Amadeus Mozart - Don Giovanni



Wolfgang Amadeus Mozart

Ato I

Exterior da casa de Dona Ana.
Don Giovanni está lá dentro, mascarado e tentando seduzi-la .
Esperando fora e queixando-se das durezas do seu trabalho, está o criado de Don Giovanni, Leporello.
Aparece Don Giovanni, que sai apressadamente da casa de Dona Ana, que vem atrás dele tentando descobrir a identidade do mascarado sedutor.
Seu velho pai, o Comendador, sai também de dentro e bate-se com Don Giovanni; no duelo, o Comendador é morto. Don Giovanni e Leporello fogem: Ana e seu noivo Don Otávio encontram o cadáver do Comendador.
Dona Ana faz Don Otávio jurar que vingará a morte do ancião.
Don Giovanni e Leporello estão na rua quando aparece uma mulher a cantar canção sobre o amante que a abandonou. Don Giovanni determina-se "consolá-la", mas ao acercar-se descobre que é Dona Elvira, de Burgos, aquela que abandonou.
Escapa dali e deixa a Leporello o cruel trabalho de obrigar Elvira a escutar a lista das conquistas de Don Giovanni.
Numa aldeia próxima
Dois camponeses, Masetto e Zerlina, vão casar-se. Chega Don Giovanni e encarrega Leporello de encontrar Masetto, enquanto ele tenta deslumbrar Zerlina com o seu aristocrático encanto. Don Giovanni está a ponto de declarar-se a Zerlina, quando aparece Elvira que a adverte.
Entram Ana e Otávio e os quatro discutem. Elvira diz que Don Giovanni é um malandro, enquanto Don Giovanni diz que ela está louca. Dona Ana reconhece Don Giovanni pela voz e di-lo a Otávio.
Don Giovanni tem intenção de convidar os aldeãos para uma festa e aumentar a sua lista de conquistas.
Nessa altura entra Masetto, ofendido com sua noiva, Zerlina. Mas Zerlina consegue que se reconcilie com ela. Os desejos de vingança de Masetto mostram-se ante o convite para a festa.
Otávio, Ana e Elvira, mascarados, pensam ir à festa atrapalhar Don Giovanni.
No baile toca-se à vez: um minueto (para os senhores), uma contradança (para os aldeãos) e uma dança alemã (que Leporello insiste em que Masetto dance ele).
Don Giovanni tenta de novo conquistar Zerlina e quando ela grita, Leporello diz que o causador foi ele, mas a verdade é reposta por Otávio, Ana e Elvira, que tiram as máscaras.

Ato II

Don Giovanni muda de objectivo: sua presa é uma criada de Dona Elvira.
E para atingir seu propósito, troca de traje com Leporello.
Prepara agora outra cruel burla a Elvira, cantando debaixo da sua varanda uma apaixonada serenata, em que diz que a ama; quando se cala, Elvira recebe Leporello disfarçado de Don Giovanni e quando volta a estar só, começa a cantar para a criada, acompanhado de bandolim.
Chega Masetto com uns amigos, com o propósito de matar Don Giovanni. Mas este na obscuridade faz-se passar por Leporello, afugenta seus amigos e dá-lhe uma grande tareia.
Chega depois Zerlina e consola Masetto.
Elvira e o disfarçado Leporello encontram-se com Zerlina e Masetto e de seguida com Dona Ana e Otávio; pensando que Leporello é Don Giovanni, os quatro ameaçam-no, mas, para surpresa deles, Elvira defende-o.
Leporello é obrigado a identificar-se.
Otávio apregoa seu amor por Dona Ana e Elvira lamenta ter sido atraiçoada.
No cemitério, para onde haviam fugido, Don Giovanni e Leporello contemplam a estátua do Comendador.
Ouve-se de repente uma voz “do outro mundo”, a da estátua, que recrimina a conduta de Don Giovanni e promete vingança.
Leporello fica aterrorizado; mas Don Giovanni, impávido e audaz, convida a estátua a cear com ele nessa noite. E o convite é aceite. Dona Ana roga ao seu prometido Otávio, que compreenda sua dor pela morte do pai e concorde em adiar a boda. Está Don Giovanni ceando alegremente em sua casa, enquanto uns músicos e algumas mulheres amenizam o ambiente.
Aparece Elvira suplicando a Don Giovanni que mude de vida, mas este responde com arrogância: “Vivam as mulheres, viva o bom vinho, sustento da glória e da humanidade!” Quando sai, Elvira dá um espantoso grito por algo que viu lá fora.
E o mesmo sucede com Leporello quando sai a ver o que se passa: é a estátua do Comendador, disposta a cumprir o convite que lhe fez Don Giovanni.
O Comendador entra e diz a Don Giovanni que se arrependa, sem consegui-lo; então dá-lhe a mão e arrasta-o consigo até às chamas do inferno, enquanto se ouve um invisível coro de demónios.
Entram no castelo Dona Elvira, Dona Ana, Don Otávio, Zerlina e Masetto, todos com a ideia de vingança, mas Leporello diz-lhes que o Comendador se antecipou.
Todos agora decidem o seu futuro.
Elvira irá para um convento; Dona Ana guardará um ano de luto, antes de se casar com Don Otávio: Zerlina e Masetto celebram as bodas e Leporello procurará um novo amo.
Todos, com alegria, dizem ao público que aprendam a lição com o destino de Don Giovanni: “A morte dos pérfidos é sempre igual à sua vida.”

"Wikipédia"

Georges Bizet - Carmen



De Georges Bizet com libreto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy

Ato I

O primeiro ato começa numa praça de Sevilha, onde se situa uma fábrica de tabaco e um quartel. O cabo Morales comenta com os soldados do corpo da guarda, os Dragões do Regimento de Alcalá, a passagem dos transeuntes pela praça. Então, entra em cena uma simples aldeã chamada Micaela, aproxima-se de Morales e pergunta timidamente pelo cabo Don José. Morales responde-lhe que este chegará com a rendição da guarda e convida-a a esperá-lo na companhia dos seus homens, mas Micaela decide retirar-se para regressar mais tarde. Ouvem-se nos bastidores os clarins que anunciam o render da guarda e aparecem em cena os soldados sob comando de Don José, seguidos por um grupo de crianças que os imita com admiração. À sua chegada ao quartel, Morales comenta em tom jocoso a visita da aldeã. Zúniga, um tenente recém-chegado à cidade, interroga, em seguida, Don José sobre a beleza e a duvidosa reputação das cigarreiras da fábrica da praça, mas o cabo manifesta o seu único interesse por Micaela, por quem está apaixonado. O sino da fábrica soa e anuncia o intervalo das cigarreiras, que entram em cena a fumar e a conversar animadamente com um grupo de homens que as espera. A última a aparecer é Carmen, uma bela cigana que seduz todos os homens que encontra à sua passagem. Seguidamente, Carmen canta uma habanera aos presentes, que manifestam a sua admiração por ela, à excepção do indiferente Don José, que é, precisamente, o objeto do seu desejo. Antes de regressar à fábrica, Carmen, em sinal de desafio, atira-lhe uma das suas flores. Depois deste episódio aparece Micaela, que regressa ao posto da guarda e entrega a Don José uma carta da sua mãe, em que lhe pede que se case com a aldeã. Depois de se relembrarem juntos das paisagens da sua infância, Micaela abandona a cena e Don José começa a ler a carta. Ocorre então um tumulto no interior da fábrica; um grupo de trabalhadoras comenta entre gritos que está a haver uma rixa entre as mulheres em que Carmen interveio, tendo ferido outra cigarreira no rosto, com uma navalha. Zuniga ordena a Don José e aos seus homens que prendam a agressora. O cabo sai da fábrica com Carmen e recebe a ordem do tenente de a levar para a prisão. Carmen e Don José ficam sozinhos na praça. A sedutora cigana convence o cabo de que a liberte, promete-lhe o seu amor a assegura-lhe que o esperará na taberna de Lillas Pastia. Don José, alvoroçado, decide libertá-la. Nesse momento volta Zuniga com a ordem de prisão. Don José e Carmen iniciam a caminhada, mas perante os presentes a cigana finge empurá-lo e foge.Don José é preso imediatamente por permitir a sua fuga.

Ato II

O 2º ato começa na taberna de Lillas Pastia, suposto ponto de encontro de contrabandistas. Já se passou um 1 mês. Carmen e as suas amigas, Frasquita e Mercedes, jantam com Zúñiga e outros oficias, que rapidamente se juntam às cantigas e danças dos ciganos. Apesar dos convites dos soldados, Carmen recusa os seus pretendentes. Está à espera de Don José que depois de ter sido preso e mandado encarcerar por sua causa, recuperou a liberdade. A seguir, entre manifestações de júbilo, aparece em cena um famoso toureiro chamado Escamillo que, seduzido pela beleza da cigana, lhe declara o seu amor, abandonando depois a taberna com os oficiais. Em cena ficam Carmen, Mercedes e Frasquita sozinhas. Aparecem então os contrabandistas Dancaïre e Remendado, que propõem um negócio às três mulheres. Carmen recusa no início a proposta, mas por fim muda de opinião perante a possibilidade de que seu apaixonado deserte e participe na operação de contrabando. Finalmente, depois da saída dos contrabandistas, Don José chega a taberna e declara o seu amor a Carmen, que tenta convencê-lo de que se junte a ela e aceite o negócio. Don José, ofendido, nega-se, mas o aparecimento repentino de Zúñiga precipita os acontecimentos. O soldado e o tenente enfrentam-se pelo amor de Carmen. Don José, apoiado pelos contrabandistas, subleva-se ao seu superior, que fica sob custódia de alguns ciganos. Obrigado pelas circunstâncias, o soldado vê-se finalmente forçado a desertar e parte com a cigana.


Ato III

Num desfiladeiro, os contrabandistas fazem os preparativos para a entrega dos produtos do contrabando, sob a supervisão de Dancaire. É de noite. Carmen cansada do ciumento amor de Don José e, além disso, descontente com a sua nova vida, tenta adivinhar nas cartas o seu futuro na companhia de Frasquita e Mercedes. As cartas revelam um mal presságio para Carmen: A morte. Á saída dos contrabandistas e das mulheres, Don José permanece num penhasco, a vigiar o esconderijo dos seus novos amigos. Da escuridão surge então Micaëla, que com a ajuda de um guia chega ao esconderijo de seu amado Don José com a esperança de o convencer a voltar a casa de sua mãe. Porém um disparo interrompe os seus propósitos. Don José disparou contra um intruso,que sai ileso. É o famoso toreiro Escamillo, que, desconhecendo a identidade do seu interlocutor, lhe conta que está à procura de Carmen, que está cansada do seu amante, um soldado que desertou por ela. Don José, cego de ciúme, desafia o toureiro para uma luta até à morte com navalhas, que é interrompida graças à volta dos contrabandistas. Depois de insultar o desertor e convidar os presentes para as corridas de touros de Servilha, Escamillo abandona a cena. A seguir, Dancaire descobre a presença de Micaëla ,que abandona o seu esconderijo e pede a Don José que a acompanhe porque sua mãe está a morrer. Ele aceita e sai com a aldeã, não sem prevenir Carmen, em tom ameaçador, de que voltará para vir buscar. A cigana não dá aos seus avisos pensando no seu novo objeto de desejo.

Ato IV

Em Sevilha, frente à praça de touros, uma multidão espera a chegada dos toureiros. Os vendedores aproveitam a ocasião para oferecer os seus produtos ao público. Aparece então a quadrilha e atrás dela,Escamillo e Carmen. À entrada do toreiro na praça de touros,Mercedes e Frasquita avisam a cigana da presença de Don José, mas ela mostra não ter medo de se encontrar com o seu antigo amante. A seguir, Don José retém Carmen quando tenta entrar na praça,suplicando-lhe que volte com ele.Ela responde-lhe que o seu amor por ele acabou. Do interior da praça soam as vivas a Escamillo.O desertor tenta deter com violência a cigana,mas ela atira-lhe despeitadamente o anel que ele lhe tinha oferecido. Em fúria, Don José enfia uma faca na barriga de Carmen. A multidão que vai saindo da praça assiste à terrível cena. Don José, cheio de tristeza, cai de joelhos junto ao corpo de sua amada Carmen.

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